Futuro
galã de telenovelas, desde alguns anos tem que lidar com a exposição
que dá a televisão. O ator prefere não perder a humildade, apesar de ter
milhares de fãs que se desesperam por ele. “É bom ser famoso, mas
entendo que não é o importante”, admite.
Interpreta Lucas em Dulce Amor, a tira protagonizada por Sebastián
Estebanez, Carina Zampini, Juan Darthes e Calu Rivero que se emite no
horário central Telefé. O êxito segue o acompanhando e desde seu salto
em Casi Ángeles, tem que dividir-se entre sua vida privada e seu caminho
rodeado de câmeras e flashes.
“Não planejo nada na minha vida porque sempre o tiro me saiu pela
culatra”, disse e riu, Nicolás Riera ou “Tacho”, como ainda o chamam
desde seu personagem na tira juvenil que o fez famoso, e está agradecido
por haver sido parte de Cris Morena Group, e sente que, com tão só 26
anos, ainda lhe falta muito cenário, roteiro e novela por recorrer.
Canta, dança, atua e faz com que mais de 350 mil pessoas o sigam no
Twitter e estejam pendentes de seus novos trabalhos e de suas novas
namoradas também. Saiu com Eugenia Suárez, sua companheira em Casi
Ángeles e, após o amor chegou com a estrela e dançarina Silvina
Escudero. “Trato de não falar de minha vida privada”, diz ele.
Com seu físico treinado e seu novo look sem essas mechas loiras que
tanto o caracterizavam como “Tacho”, Nico volta ao Teatro Gran Rex nos
dias 16 e 17 de junho para seguir apaixonando junto aos TeenAngels.
Quando você pensou em ser ator?
Acho que não houve um momento. Quando era muito pequeno eu gostava de
imitar os outros, armava personagens diferentes, e adorava tudo o que
tinha a ver com o teatro, o cenário e o público. Depois comecei a
trabalhar e, como eram papéis jovens, o tomava como um jogo. Talvez o
clique foi com “Casi Ángeles” quando me dei conta realmente.
O que significa a fama em sua vida?
A fama é algo efêmero, o importante é o que faço e o que sou. Obviamente
ser famoso tem seus prós, nos presenteam coisas, nos dão roupa de
graça. Não vou negar que está bom que te bajulem, mas tem entender que
não é o que perdura.
Você tem seus fãs desde Casi Ángeles. É consciente de que tudo o que faz ou diz tem efeito direto em seus fãs?
Sei que tem efeito, mas em nenhum momento eu disse á meus fãs o que
tinham que fazer ou dar dar conselhos, porque não sou alguém pra fazer
isso. Em meu Twitter, por exemplo, não digo “vocês têm que ser felizes
porque bla bla..” Sempre digo o que sinto, trato de que sejam coisas
positivas e de gerar algo legal, mas porque eu sou assim.
Não sente uma responsabilidade?
Não posso me fazer encarregado nem ser responsável pelo que meus fãs
fazem ou deixam de fazer com o que digo porque sou um ser humano, além
de ator. Quando ter meus filhos, aí vou me encarregar de educá-los e me
fazer responsável por eles.
Planeja ter filhos logo?
Não planejo nada em minha vida, porque sempre sai tudo errado, mas faço
meu melhor assim. Sim quero ter filho, mas não sei nem quando, nem
quantos. Há um tempo reagi diante uma agressão via Twitter a Silvina
(Escudero), que geralmente acontece?. Ás vezes o instante de anonimato
que dá a internet faz com que a gente se desorganize, perda o controle e
agrida sem razão. Neste caso, haviam agredido uma pessoa de meu círculo
e não gostei, então esclareci. Como disse, trato de ser positivo e de
gerar algo bom, e que alguém que me tire má onda não me interessa, não
me enche e prefero perder um seguidor antes que ter má energia ao redor.
Que outras coisas da vida você considera como agressões?
Algo que me incomoda sempre e que não entendo é a soberba. Isso de achar
que é melhor que os demais, por quê? Se todos somos iguais. Se um é
mais grande ou mais jovem, tem mais experiência ou menos. Seja quem
seja, não pode perder a humildade.
E a fama não pode te converter em um soberbo?
Acho que a fama faz com que que nos descubramos e nos vejamos tal qual
somos. Se um tem uma atitude boa e humilde, que milhares de pessoas te
sigam não vai ser por isso que mude.
Você sente que perdeu algo de sua infância por atuar? Familia, amigos...
Não. Na verdade é que quando era pequeno trabajava, mas não tinha a
constância que tive depois com Casi Ángeles. Ia ao colégio, estava com
meus amigos e minha familia o tempo que queria. O ritmo de trabalho
peguei depois. Disfrutei minha infância e, por sorte, tudo chegou no
momento justo.
Existe a ideia de que os atores que sairam do ninho de Cris Morena
Group ficam enquadrilhados e alguns conseguem romper essa barreira, mas
outros não. Você participou de Bailando, agora em Dulce Amor, mas teve
esse medo?
Todos os atores que trabalharam com Cris, que pertencem a “fábrica de
Cris Morena Group”, como dizem, talvez sim estivemos enquadrilhados, mas
de uma maneira positiva. É como ser parte de uma grande escola de
teatro onde se aprende de tudo: canto, dança, atuação e a trabalhar em
equipe. A seguir um ritmo também, porque se grava muito. Os atores que
sairam de lá, estão preparados para fazer qualquer coisa.
Está preparado para qualquer coisa, então...
Aprendi muito o ofício e jamais tinha imaginado que ia ficar em um
projeto assim. A verdade é que eu estou muito agradecido. Além disso,
sentia que Casi ángeles tinha um pouco de tudo, drama, comédia, musical,
para crianças e adultos, também. Era um mix que o fazia um programa
melhor, ás vezes superior que muitos dos que estavam no prime time.
Você acha que Dulce Amor é um ponto de viragem na sua carreira?
Não o vejo como uma dobradiça, mas sim um grande passo adiante ou uma
escala mais em minha carreira e em minha experiência. Dulce Amor me dá a
possibilidade de fazer algo novo e por sorte venho sendo parte de
programas que as pessoas gostam muito. Passou com Bailando, com Casi
Ángeles, são produções que ao público lhe interessa e se engancha. É
poder disfrutar de outra coisa, de ser um personagem que tem outras
vivências, com cenas diferentes, e isso é o bom de ser ator, poder fazer
coisas distintas todo o tempo.
Você é uma pessoa pública. Qual é o limite que põe com os meios de comunicação?
Minha vida privada. Não falo de minha vida, porque é íntima e ponto.
Sempre que faço notas, trato de que se fale só de meu trabalho. Tenho
que proteger minha parceira e minha família e não tenho porquê dizer
nada sobre minha intimidade.
Últimamente o tópico foi a crise em sua relação com Silvina Escudero. O que sente quando falam de você?
Eu entendo que as pessoas gostam de opinar, querem saber, lhes
interessa. O compreendo e aceito, e não me incomoda as opiniões, sempre e
quando sejam com boa onda. Mas quando saem para dizer algo que não é
verdade, não me interessa nem negá-lo porque não vou entrar em jogo de
debate sobre minha vida privada, que pensem o que queiram. Hoje falam de
mim e amanhã se esquecem e o centro é outra pessoa.
O que tem que fazer um casal famoso para sobreviver ?
O mesmo que um casal não famoso.
Então, o que tem que fazer um casal para sobreviver?
Isso é algo que não sei (risos). Acho que é um processo que se vai dando
dia-a-dia. Se há amor, é mais fácil, mas sempre além de amar ao outro,
existem outras coisas que também influenciam e é complicado.
Lucas, seu personagem de Dulce Amor fica dividido entre duas mulheres. Isso já te aconteceu?
Ás vezes acontece que está saindo de uma relação e conhece alguém, mas
isto de estar com duas ao mesmo tempo não. Sou homem de uma só mulher
(risos).
Á princípio Lucas tem que roubar para cuidar de sua avó. Você faria algo assim se estivesse na mesma situação?
É díficil dizer. Seguramente por meus valores e minha educação, não teria roubado. Buscaria outras alternativas.
Você é um cara esportista e isso te ajuda com a imagem, mas como você é com a roupa e o cabelo?
Gosto muito da roupa, mas não sou tão dependente. Com o cabeço agora
agarro a maquininha de de navalha e pronto. Meu personagem é zero
superficial e tem coisas mais importantes para pensar que o cabelo.
Se um grande diretor de Hollywood quer te convocar para fazer um remake, qual gostaria que seja?
Muito boa pergunta! Adoro muito os filmes como El Club de la Pelea (Fight Club/O Clube da luta), Cranck ou Rockanrola (A Grande Roubada).




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