quarta-feira, 20 de julho de 2016

Emília Attias fala sobre sua filha Gina para Caras.


 Por que escolheram chamá-la de Gina? 


● Adoramos porque é um nome muito feminino, mas ao mesmo tempo com muito caráter. É singular, pequenininho, tem musicalidade e é um nome muito belo.


 Como você se prepara para o parto?


● Estou vendo vídeos de partos no Youtube. Vejo vídeos de todo tipo: de gravidez, de bebês e especialmente de partos, não por medo, mas porque não quero interiorizar. Sempre achei um feito magistral. O que faz uma mulher para dar à luz! E o que fisicamete enfrenta. É tão bonito e admirável. Sempre falei, e é o que vou tentar fazer, que prefiro que não usem anestesia. Quero parir sem anestesia, ter um parto natural, como qualquer fêmea. 



 Que tipo de mãe você se imagina?


● Vou ser muito presente como mãe, que ela me veja de manhã e de tarde, me reconheça e sinta que me importo com ela. Me imagino relaxada, levando meus filhos a todos os lugares, fazendo-os adaptáveis e sociáveis. Independentes da mãe, porque quero filhos com força pessoal e não superprotegidos. Pedagógica, muito lúdica e muito sincera, porque não gosto de inventar coisas para as crianças. Quero que aprendam a desfrutar a vida sem pudores nem complexos e que sejam porcos com a comida. Quero que meus filhos sejam pessoas intensas. 


 Como vê o Naim como pai?


● Como ele ama as meninas, não vai conseguir colocar limites. Ele, no in´´icio, me disse que preferiria um menino, mas porque teve muito medo ao pensar que teria uma filha, com os perigos que ela teria que se expor. Um menino eu criaria de forma firme, ele dizia. Naim vai ser o típico ai que vai levar, buscar e controlar o tempo todo. Vai ser um pai muito superprotetor, babão, ela vai manipulá-lo (risos). Mas sei que vai ser um pai absoluto, porque é um cara com uma sensibilidade e uma evolução humana muito grande, dono de muita vida anterior, cultural e artística. O que mais gosto no Naim é que ele é um homem muito selvagem com a natureza, porque foi criado em lugares assim, como no campo e na praia. Gosto que as crianças tenham esse contato com a natureza, que descubram animais e Naim é muito mais assim que eu.


 Depois de tantos anos casados, como imaginam agora o lar sendo três?


● O bom é que tivemos muitos anos como casal, sozinhos, sem filhos, para nos encontrar, nos conhecer e desfrutar. E já tínhamos vontade de passar para outra coisa. A vontade estava, mas sempre pensávamos em outra coisa, a carreira, etc. E depois de 9 anos de convivência, ser pais é como uma nova aventura. Eu sou muito maternal e ele muito paternal, e tudo o que tem a ver com transformações em meu corpo, Naim adora, fica babando, seja com minhas mudanças físicas ou com o que decido. Ele se comove muito com minha maternidade. Ele tem 50 anos e sempre quis ter um filho, mas nunca conseguiu com seus outros relacionamentos. Naim espera há muito tempo para ser pai. E digo que, ao contrário do normal que acontece com todos os casais com a intimidade, é Naim que não vai querer nada comigo. Eu vou ter que pedir que ele me dê bola. Naim é o homem menos óbvio que já conheci. 


 A gravidez também acendeu o desejo do casal?


● Nos primeiros meses, com tantas náuseas e tudo mais, não aconteceu nada. Depois, trazer uma vida ao mundo  e a teu mundo, é tão emocionante e vital para o casal que naturalmente acende ainda mais a líbido. Além dos mais os hormônios estão mais ativos em todaa gravidez.


 O que essa bebê veio fazer pelo casal? 


● Gina vem coroar o amor, ela é o que merecemos como casal, para que não se perda essa família que somos os dois. E se é verdade que os filhos escolhem os pais, ela soube bem quando descer. É uma menina muito sábia.


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