Guadalajara, Jlisco. Em Soy, seu segundo disco, Lali Espósito busca um basta à violência através de suas posições.
A cantora de 25 anos sabe que não é simples mudar mentalidades - pela idiossincrasia da sociedade -, mas não suporta ligar a TV e escutar notícias do suicídio de um jovem ou o caso de uma garota que foi machucada no rosto por sua beleza, por isso escreveu Reina, inspirada nestas atitudes que repudia.
Podia-se pensar que sendo uma atriz infantil com fama e êxito alguma vez sofreu bullying, quando há 15 anos formou parte do elenco de séries como Chiquititas, Floricienta e Casi Angeles.
"Não porque sou uma mandona e ninguém queria se meter comigo. Eu era carrancuda, por isso acho que não, mas se poderia pensar no meu caso pelo o que eu trabalhava. Eu via todo o tempo com companheiros, se era baixinho, magrinho, gordinho, e é cruel".
"Quando crescemos somos cruéis de outra maneira. Eiste e é parte de nossa natureza, talvez hoje vemos diferente porque existem as redes sociais, eu tenho a liberdade de dizer 'que feio você é' com uma levianidade e no anonimato que não me dirão nada. Acredito que há uma impunidade contra a violência".
A natural de Buenos Aires, Argentina, descreve a sua segunda produção, primeira pela Sony Music, como um material muito pessoal, pois teve o que ver com a composição dos 13 temas.
"É um disco muito verdadeiro. Trabalhei em muitas séries desde pequena, mas este é o projeto mais próprio, não apenas porque sou eu, se não por serem minhas letras e tem muito valor para mim que alguém escute essas canções que te impulsionam a ser você mesmo, a encontrar a si mesmo e a ir contra as coisas que não gostamos".
Que bom padrinho! Graças a Ricky Martin , Lali teve a oportunidade de mostrar sua música ao público mexicano, pois o cantor a contemplou como artista convidada em seus shows pelo México, em outubro.
"Ele é tudo. Graças a ele existiu essa possibilidade, que ele considere que sou capaz de estar no palco com o valor que tem, para mostrar o que faço, , fala muito de sua confiança, coisa que lhe agradeço todo o tempo", diz Lali.
"Desde a primeira vez que o vi e lhe presenteei meu disco A Bailar, sempre foi muito generoso e com palavras de elogios para o que eu fazia. Sempre me deu um lugar para estar cantando junto a ele", completou.

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