terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Entrevista de Mery del Cerro para Clarin - Parte 2.





 E a partir daí a vida dos Del Cerro deu um giro total: "Minha mãe apenas se ocupava de Agus, de levá-lo ao colégio, ao fonoaudiólogo, ao psicólogo, a equitação, onde participava das Olimpíadas Especiais. Assim que cresci um pouco sozinha, além de sempre ter sido muito auto suficiente", confessa. Mas não foi fácil aceitar esse irmão diferente. "Não digo que o odiava, para me relacionar com ele era difícil. Por exemplo, a gente ia para a casa de minha prima e ele grudava em mim porque eu era sua ídola, e isso me incomodava. Eu dizia 'sai, sai'. Eu o afastava, algo que agora adulta me faz sentir mal. Até que entendi que isso acontecia porque eu era pequena. E hoje, que sou mãe, penso em meus pais, deve ter sido muito duro ver meu rechaço com ele", analisa. 


 Em contrapartida, hoje são inseparáveis: "Sim, somos muito unidos e eu o inclui em tudo na minha vida. Ele é o padrinho de Mila, minha filha de um ano e meio. Vem com a gente ao campo dos avós do meu marido. Está incluído em tudo. 

- Convidar Agus para o Bilando foi uma forma de reparar o rechaço?

 Sim, claro, foi transformador para mim. Foi muito forte expô-lo e ter aberto meu coração. Agora todo mundo conhece ele. Outro dia, uma senhora, no Paseo Alcorta, me disse: "Quero te dar os parabéns pelo seu irmão", e se emocionou. Também me pararam na rua e me contaram: 'Tenho um primo com um atraso também'. Sem dúvida, as pessoas conheceram uma faceta diferente minha. Porque, talvez, alguns achem que por eu ser modelo e estar com a frivolidade não me aconteçam coisas duras. 

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